Rock Life Style

Mais do mesmo, só que agora com boné trucker, cinto de caveirinha e sem tanta sombra, embora rímel seja sexy (mentira! ainda tem sombra)

segunda-feira, dezembro 26, 2005

 

conto natalino

Então é natal, e mais uma vez o fatídico encontra com a família, fazer o que né faz parte do que se convencionou chamar de casamento, mas dessa vez ele não vai sozinho vai levar um amigo que conhece a muito tempo é uma excelente desculpa para se afastar de todo esse clima natalino e familiar, aquela família não é sua e ele espera que continue assim.

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A verdade é que o casamento vai mal, e ele sempre se pergunta se um dia ele já foi bem, mas a verdade é que ao olhar as fotos ele não deixa de pensar em como ele era mais feliz... ou pelo menos como ele conseguia fingir melhor e simplesmente não consegue disfarçar o sorriso amarelo de uma piada que a muito já perdeu a graça.
Era mais ou menos 4 horas de viagem até o interior, onde a bendita família da esposa morava, foram 4 horas de pequenas picuinhas que no fundo era agressões sem motivos, discussões infudadas e sem início aparente e toda a sorte de pequenas desavenças, mas, como muito bem se sabe na engenharia, uma pequena rachadura pode ser o indício da queda de um prédio.

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4 horas e várias agressões depois chegavam na casa da família, interior e seus interioranos com sotaques carregados e manias esquisitas e estava tudo exatamente do mesmo jeito, o tio semi-louco e extremamente irritante mas que no fundo "é do bem", a mãe que que quer fazer tudo e se acha algum tipo de polvo multi-tentaculo e o pai que simplesmente tem um relógio cronológico mais lento, tudo insuportavelmente chato e demodê, pelo menos o amigo estava ali e seria um excelente alibi para não socializar e com sorte não conversar com ninguém.

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No fundo se pergunta porque se casou e isso é algo que sempre martela em sua cabeça talvez o sexo fácil e os grandes seios tenham obscurecido o pensamento na hora do sim, talvez os carinhos sempre a disposição fossem um ponto a favor embora que para isso fosse necessário suportar a extrema chatisse dela, era tantas suposições e todas, sem muito chances de serem reais no fim, a questão é que agora é casado, e como casado, tem obrigações básicas que incluem, passar o natal na casa da família da esposa, "ossos do ofício" pensa...
Claro que esse é um fardo que se carega elegantemente então toda essa não-vontade é escondida em desculpes pseudo-politizadas como "natal é uma natal comercial" ou em desculpas baseada em ódio irracional (e portanto tão idiotas quanto) do tipo "eu odeio natal" (nota do blogueiro: eu odeio o papai noel, porque ele nunca trouxe o meu notebook! o maldito fez eu ter que gastar o meu dinheiro pra comprar um que é velho ainda por cima), tudo para enfeitar o fardo tão pesado com lacinhos vermelhos, claro que depois de algum tempo nesse tipo de prisão ele passou a perder o esmero em contar uma boa mentira e isso é prontamente percebido por toda a família que sempre lança comentários aleatórios do tipo: "eu não entendo essa coisa de nunca se sentar na mesa com a gente"

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Todo esse desconforto como já dito se converteu em uma total apatia as coisas do casamento, o que inclui a própria esposa, nessas situações um simples gesto de carinho se torna algo esquecido, não no sentido de deixar de fazer por vontade própria, algo como "não vou encostar nela porque não gosto dela" mas é uma ignoração da existência dela, algo como ele estar sentado lendo o jornal e ela deitada em um outro sofá com a garganta inflamada e ele simplesmente continuar lendo o jornal.
Não que ele seja uma criatura nojenta que merece apedrejamento, enxergar as coisas dessa forma é aceitar apenas o preto e o branco e ignorar o cinza, muito provavelmente é um tipo de acomodação crônica onde ja se acostumou a uma vida de pequenos confrontos.

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"É apenas um fim de semana" pensa, segunda já estará trabalhando de novo e saindo para beber com os amigos em alguma happy hour da vida, afinal, carros grandes sempre chamam a atenção da mulherada e sempre tem alguma propensa a aceitar um passeio em um, e quem sabe, o fazer lembrar aquele gostinho bom chamado liberdade e, se tiver muita sorte, daquele outro chamado viver...

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