Rock Life Style

Mais do mesmo, só que agora com boné trucker, cinto de caveirinha e sem tanta sombra, embora rímel seja sexy (mentira! ainda tem sombra)

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

 

Fragmentos de um conflito eminente

O texto abaixo foi escrito e não terminado no dia 15/2/2005 com o nome chiclete.doc (sim eu uso word, sou vendido e seguidor do diabo), talvez ele esteja desatualizado, talvez esteja mais atualizado que nunca, mas o mais importante é que eu não o quero mais... e isso meus caros é o que vocês devem ter em mente...


Deixa eu contar uma coisa sobre o chão e isso meus caros, todos devem ter em mente, o chão não some debaixo de nós, não senhor, ele te mastiga, como chiclete sem açúcar, sem gosto e duro, te mastiga com força com raiva, mas apesar do que possa parecer você não vira chão e ai, e isso meus caros, todos devem ter em mente, é o pior, porque tudo que se quer é virar chão, formiga, madeira, mas não, você permanece o mesmo, a mesma massa disforme de... de... de... como é o nome daquilo mesmo? Auto-estima? Claro... Auto-estima, uma massa disforme de auto-estima, tinha lixo na frente da casa, eu queria ser o lixo, mas eu não queria que o lixo fosse eu
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Tem a derrota, sim a derrota, e isso meus caros, todos devem ter em mente, ela não tem gosto amargo, chamar a derrota de amarga é fazer elogios a distinta companheira, pois eu digo que ela não tem gosto de nada, ela é sem gosto, aliás ela é doença, se espalhar por cada átomo do seu corpo provoca convulsão, ânsia e muda seu rosto, depois de um tempo quando se olhar no espelho, e isso meus caros, todos devem ter em mente, você não verá mais seu rosto, verá a derrota e eu vos digo que ela é feia.
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Tem também aquele outra coisa... qual o nome mesmo? Sanidade... claro! Sanidade... eu devo dizer que ela é bem resistente, uma moça forte, mas moças fortes continuam sendo... moças
E depois de um certo período de resistência, e isso meus caros, todos devem ter em mente, ela acaba destrancando a porta, e eu juro que é possível ouvir o “click” da porta, e esse é o maior problema dela, depois de um tempo ela simplesmente se cansa, vai embora pescar num lago aqui perto deixando a porta destrancada. Quem geralmente entra na casa é a sua irmã insanidade e por essa, e isso meus caros, todos devem ter em mente, eu nutro uma cordial admiração. Sim meus caros! Falarei umas duas palavras sobre a insanidade, porque ela é uma mulher merece comentários, uma coisa vos garanto ela é tão ou mais forte que sua irmã, a diferença é o “modus operandi” enquanto a sanidade, grita aos 4 ventos que ela é quem comanda, a senhorita Insanidade é discreta, enquanto convém (geralmente enquanto sua irmã está em casa, porque, e isso eu esqueci de mencionar, as 2 geralmente moram juntas), ela realmente mostra que é uma senhorita de vigor, quando sua irmã sai, ai sim se ouve e isso meus caros todos devem ter em mente, de longas distâncias o barulho do som na festa Dela, cada parte do seu corpo vibra com esse som e dança num ritmo frenético conhecido como espasmo

terça-feira, fevereiro 15, 2005

 

chama-se viver

Turbilhão
Confusão, tempestade dentro da máquina de lavar, correr cortando a pele e arrancando os olhos, correndo com as vísceras na mão, como naquele círculo do inferno, chiclete de cimento, a morte que vem de dentro, turbilhão, preto + branco = cinza, dor, muita dor, soco sem mão, chute sem pé, céu nublado, estrelas cobertas, o divino e o mundano mascarado com carne, dois lados da mesma moeda, causa e efeito, “você que está doente ou serei eu? a busca pela cura quase nos matará”, “há urgência em estar vivo”, sensações são só impulsos elétricos, que dão choque e te contorcem, o desejo e a repulsa de mãos dadas indo pro inferno junto com a auto-estima e o amor próprio, as pedras ainda respiram... Mas não choram, não tem água, são secas, turbilhão, carne podre na boca, carne podre por dentro ou seria pedra? Coração gelado, mão geladas, cabeça rodando, desconforto em cima de plumas de ganso, sorriso verde de bolor, animal acoado, com medo, tubilhão, equilíbrio distante, sanidade abrindo a porta para a loucura, “bem vinda velha amiga! A quanto tempo espero sua vista!”, resto de nada, noção de nada, poeira, apenas uma nuvem de pó.
Turbilhão

Ouvindo: Placebo - 36 Dregrees

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

 

Flores aos Rebeldes que Falharam

O segredo é contextualizar, pescar palavras importantes, basicamente é isso contextualizar e mostrar algum interesse, vire-se para a pessoa e faça uma ou outra piada, mas sem exageros, exageros chamam a atenção e tudo o que se quer é não chamar atenção certo?
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Senta
Fala
Finje
Come
Gesticula
Discute
Combate
Defende
Confia
Pragueja
Cresce
Satisfaz
Reproduz
Morre

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Às vezes eu quero ser mato, às vezes cachorro, cachorro lambe o próprio saco, seria uma boa maneira de desencanar, mato não faz nada e está sempre verdinho, mas como eu não sou nenhum dos dois eu acabo pisando no mato e chutando o cachorro.
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Não que eu faça isso por ser mau ou por ser especialmente revoltado, tem algo de reflexo condicionado, aquele lance de se bater no joelho e sua perna levantar, eu sempre bato no joelho, minha perna sempre levanta, mas às vezes eu erro o local do joelho, mas nem dói, mas também não acontece nada,não tem chute, não tem reflexo, não tem eletricidade, não tem choque, não tem brilho.
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Senta
Não Fala
Não escuta
Não opina
Finje
Aceita
Pensa
Duvida
Aceita
Satisfaz
Cresce
Resproduz
Morre

. . .

A busca pela cura quase nos matará, mas dizem que estar morto é uma boa sensação, de repente a busca pela cura até seja mais legal que a cura em si, porque com a Cura não há busca e sem busca não há “quase morrer”.
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Mudança é droga, te consome, te excita, te empurra, te derruba, te ressuscita, te mata, te alimenta, te marca, como o estilete sem cabo de alguém, só que nem precisa segurar, basta olhar, basta pensar, deixa o ar cortante, seco, vira pó, apenas uma nuvem de pó.
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Pensa
Pensa
Pensa
Bebe
Teoriza
Esquece
Liga
Não liga
Esquece
Absorve

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Eu gosto de pôquer, é bom apostar de vez em quando, blefar ou não, tudo depende do que você tem na mão, são 5 cartas, tem muito mais chance de se dar bem, na vida é com uma jogo de pôquer, só que só com uma carta, a diferença é que a aposta é bem mais alta e geralmente se blefa mais, com muita ou pouca classe, tudo depende do tipo de jogador e do tipo de carta que se tem, claro que sempre pode se trocar de carta, afinal essa é uma das graças do jogo.
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Olha
Pensa
Aposta
Blefa
Confia
Vive
Cai
Levanta
Vive
Marca
Segue
Fraqueja
Fortalece
Segue
Vive

Ouvindo: asian dub foundation - 2 face

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

 

sobre projeções

Feriadão prolongado + A Senhora devidamente retirada = esbórnia + putaria

certo?

errado! o fato é que esse feriadão foi esquisito, na falta de uma palavra para descrever o que não pode ser descrito, pelo menos não tive que acordar cedo e me enclausurar por 9 horas, isso por si só já é um mérito mais que louvável

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Acho que já deu o que o tinha de dar, ou eu que esteja ficando ranzinza demais, mas definitivamente estou deslocado, passar esses 4 dias em casa, me causou um série de pequenos desgosto, e como todo mundo sabe, várias pequenas coisas no fim se tornam uma grande coisa (ou pelo menos uma coisa que chame a atenção), enjoei... só não faço idéia do que, pessoas cinzas e em tons pastéis, ou eu estaria cinza com tons pastéis? é estranho se sentir descolado sem nem ao menos saber o porquê, embora isso seja, talvez, a quintessência do "se sentir deslocado" aquela coisa de ter algo errado, de não ter saco/paciência/atenção para alguma coisa, ou a aterna busca por algo a fazer, ou seja aquele velho sentimento de "sei lá", se sentir deslocado sem nem ao menos ter se mexido (ou ter sido mexido).

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Creio que no Romantismo isso era chamado de escapismo, fugir mentalmente para outro(s) lugar(es) melhor(es) (ou apenas diferentes) um profundo tédio com o agora, sendo o ontem e o amanhã melhores, claro que tudo isso pode ter sido escrito para dar uma toque mais cult a esse post, mas não deixa de ser uma explicação poética, que pode (ou não) ter um fundo de verdade.

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Me ocorre também, e essa é a explicação que eu prefiro vem justamente da dança dos dias, talvez os passos dados neste baile já estejam repetidos, como eu disse gente cinza e em tons pastéis, isso me faz lembra um faquir preso numa caixa, não deve ter muita coisa a ser feita dentro de uma caixa, exceto evidentemente, sair de lá é como se todas as possibilidade estivessem na ponta dos dedos e definitivamente isso não me agrada, não acho agradável de ter todas as possibilidades na ponta dos dedos, gosto de imprevisibilidade, de incerteza, o conceito de um número randômico gerado pela mente humana me fascina, quero num dia estar aqui escrevendo num blog e no outro estar tirando fotos, num dia passar 16 horas na frente de um computador e no outro pintar quadros, quero poder não saber o que fazer amanhã, aliás eu nem quero pensar no que fazer amanhã, porque no fim das contas a dança dos dias não para e de repente a idéia do escapismo não é tão ruim assim

Ouvindo:Interpol - Interpol Stella Was A Driver And She Was Always Down

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